Paróquia de Nossa Senhora de Białynicze gregorianka.belynichi@gmail.com

Glossário: Missas gregorianas, intenção, oferta da Missa e outros termos

Definições breves dos termos ligados às Missas pelos defuntos e às intenções de Missa – da aplicação da Missa e do Purgatório ao Tríduo Pascal e à memória dos defuntos. Cada entrada baseia-se no ensinamento da Igreja e remete para uma explicação mais ampla no nosso site.

Glossário: Missas gregorianas, intenção, oferta da Missa e outros termos
Robert Campin · Public domain · Wikimedia Commons

Explicamos abaixo, por ordem alfabética, os termos que surgem quando se encomenda uma Missa por um defunto ou noutra intenção. Cada entrada pode ser lida à parte; quando tratamos o tema mais a fundo, indicamos a ligação.

Aplicação da Missa

A aplicação (em latim applicatio) é o oferecimento, pelo sacerdote, de uma Missa concreta numa intenção determinada – por uma pessoa ou por um assunto. O sacerdote pode aplicar a Missa por quaisquer pessoas, vivas ou defuntas (cân. 901). Por cada oferta aceite aplica-se uma Missa própria (cân. 948). A aplicação distingue a Missa «numa intenção» da simples menção de um nome na oração dos fiéis. Ver intenção de Missa.

Comunhão dos santos

A comunhão dos santos é a unidade de todos os fiéis de Cristo: os que peregrinam na terra, os defuntos que estão a ser purificados e os santos no Céu, que formam juntos uma só Igreja (CIC 962). Desta verdade decorre o sentido da oração pelos defuntos: pode ajudá-los e torna eficaz a sua intercessão por nós (CIC 958). Ver a oração pelos defuntos na Bíblia e na tradição.

Dia dos Fiéis Defuntos

O Dia dos Fiéis Defuntos é a comemoração de todos os fiéis defuntos, celebrada a 2 de novembro. Ao contrário da solenidade de Todos os Santos (1 de novembro), que fala dos salvos no Céu, o dia 2 de novembro é um dia de oração pelos defuntos que precisam de purificação. A comemoração anual foi introduzida nos mosteiros da sua congregação por Santo Odilão de Cluny (século XI). Ver Dia dos Fiéis Defuntos – oração e Missas pelos defuntos.

Gregorianas (trintário gregoriano)

«Gregorianas» ou trintário gregoriano é o nome corrente da série de trinta Santas Missas celebradas durante trinta dias seguidos na intenção de uma única pessoa falecida (em polaco, popularmente, gregorianka). O nome vem de São Gregório Magno. As Missas podem ser celebradas por sacerdotes diferentes e em igrejas diferentes; a série interrompida sem culpa do sacerdote conserva os seus frutos, mas deve ser completada quanto antes. As Missas gregorianas são uma prática piedosa reconhecida pela Igreja, e não um dogma. Ver o que são as Missas gregorianas.

Indulgência

A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa; o fiel devidamente disposto lucra-a em determinadas condições, por intervenção da Igreja (CIC 1471). A indulgência pode ser parcial ou plenária; pode ser lucrada para si próprio ou aplicada aos defuntos. A indulgência não é uma Missa nem as Missas gregorianas – é uma forma distinta de ajuda aos defuntos. Ver indulgência pelos defuntos de 1 a 8 de novembro.

Intenção de Missa

A intenção de Missa é o pedido de que a Missa seja oferecida por uma pessoa concreta – viva ou defunta – ou por um assunto concreto: pela saúde, em ação de graças, num aniversário. Exprime-se numa fórmula breve, muitas vezes lida no início da Missa. Quem a encomenda faz habitualmente a oferta da Missa. Qualquer pessoa pode encomendar uma intenção, também por si própria. Ver intenções de Missa e como formular uma intenção.

Livro das intenções

O livro das intenções é o registo que, segundo o direito canónico, o pároco ou o reitor da igreja que recebe intenções tem de manter. Nele se anotam o número de Missas a celebrar, a intenção, a oferta feita e a celebração (cân. 958 § 1); o Ordinário verifica-o todos os anos (§ 2). O livro protege a vontade dos oferentes – graças a ele, cada intenção aceite deixa rasto. Ver cân. 945–958.

Memória dos defuntos

A memória dos defuntos (em polaco, wypominki) é uma oração pelos defuntos em que se leem os seus nomes e a comunidade reza por eles – um costume que remonta aos antigos dípticos. Pode ser feita uma só vez, durante a oitava (1 a 8 de novembro) ou ao longo do ano. A memória dos defuntos não é uma Missa na intenção do defunto, mas uma oração comum da paróquia; em Białynicze, os nomes são lidos antes da Missa de domingo durante todo o ano. Ver memória anual dos defuntos.

Missa coletiva

A Missa coletiva é uma só Missa celebrada na intenção de muitos oferentes que fizeram ofertas separadas. A Igreja admite-a como exceção: só quando cada oferente foi previamente informado de forma expressa e deu livremente o seu consentimento; esse consentimento não se pode presumir (decreto Mos iugiter, 1991; decreto de 2025). As Missas gregorianas, sendo uma série por uma única pessoa falecida, não podem ser uma Missa coletiva. Ver Missa coletiva e Missa numa só intenção.

Missa de exéquias

A Missa de exéquias é a Missa pelo defunto celebrada no âmbito dos ritos do funeral; entre as Missas pelos defuntos, ocupa o primeiro lugar (Instrução Geral do Missal Romano, n.º 380). Combina-se na paróquia onde se realiza o funeral, normalmente no cartório paroquial. A Missa de exéquias não se encomenda através do gregorianka.com, mas as Missas gregorianas podem começar ainda antes do funeral. Ver Missa depois do funeral.

Missa do trigésimo dia

A Missa do trigésimo dia é uma Missa avulsa pelo defunto celebrada no 30.º dia depois da morte ou do funeral (em polaco, popularmente, trzydziestka). O costume evoca os trinta dias de luto de Israel por Aarão e por Moisés (Nm 20,29; Dt 34,8). Não deve ser confundida com as Missas gregorianas: é uma Missa, e não trinta; as duas formas podem decorrer ao mesmo tempo. Ver Missa depois do funeral.

Missa no aniversário da morte

A Missa no aniversário da morte é uma Missa pelo defunto encomendada para o dia (ou para perto do dia) da sua morte. O costume remonta à Antiguidade – Tertuliano, por volta do ano 200, escreve sobre as oblações oferecidas pelos defuntos no aniversário. O primeiro aniversário é especialmente distinguido pelas normas litúrgicas (IGMR 381). Ver Missa no aniversário da morte.

Missas à Corte Celeste

A «Corte Celeste» é uma antiga designação do Céu – a Santíssima Trindade rodeada por Maria, pelos anjos e pelos santos. As Missas à Corte Celeste são um costume piedoso conhecido na Polónia e na Bielorrússia: uma série de Missas numa só intenção por uma pessoa viva, pedindo a intercessão dos habitantes do Céu. Em Białynicze recebemo-la como um ciclo de trinta Missas. Por vezes chamam-lhe «gregorianas pelos vivos», embora seja uma prática distinta. Ver Missas à Corte Celeste.

Missas gregorianas

As Missas gregorianas são as trinta Missas que compõem o trintário gregoriano. O seu nome remete para os «Diálogos» de São Gregório Magno (livro IV): o Papa mandou celebrar a Missa durante trinta dias pelo monge falecido Justo, que depois da última Missa apareceu a um irmão de hábito, dizendo-lhe que tinha sido libertado. Em 1884, a Congregação das Indulgências reconheceu como piedosa e razoável a confiança dos fiéis nestas Missas. Ver história das Missas gregorianas.

Novena

A novena (do latim novem – nove) é uma oração que dura nove dias. A novena de Santas Missas são nove Missas celebradas dia após dia na mesma intenção: pelos defuntos (uma ou várias pessoas, por exemplo os pais) ou pelos vivos numa necessidade concreta. É um costume piedoso, e não um rito à parte. Ver novena pelos defuntos, novena pelos vivos.

Oferta da Missa (espórtula)

A oferta da Missa, tradicionalmente chamada «espórtula», é um dom livre feito ao sacerdote para que aplique a Missa numa intenção determinada (cân. 945). Com ela, os fiéis contribuem para o bem da Igreja e para o sustento dos seus ministros (cân. 946). Não é o preço da Missa: deve afastar-se até a aparência de comércio (cân. 947). O montante habitual da oferta é fixado pelos bispos da província (cân. 952). Ver oferta pelas Missas gregorianas.

«Por alma de»

«Por alma de» (ou «pelo eterno descanso de») é a fórmula que se coloca antes do nome de uma pessoa falecida, sobretudo de um defunto cristão, nas intenções de Missa. Corresponde ao polaco «śp.» (świętej pamięci, «de santa memória»), usado nas intenções, nos anúncios fúnebres e nas listas da memória dos defuntos. Ver como formular uma intenção de Missa.

Purgatório

O Purgatório é, segundo o Catecismo, a «purificação final dos eleitos» que morreram na graça e na amizade de Deus, mas ainda não estão plenamente purificados; é «absolutamente distinta do castigo dos condenados» (CIC 1030–1031). Não é uma «segunda oportunidade» nem um lugar em sentido geográfico, mas um estado. Os vivos podem ajudar os defuntos com a oração, sobretudo com o Sacrifício eucarístico (CIC 1032). Mais: o Purgatório na doutrina da Igreja.

Santuário de Nossa Senhora de Białynicze

O santuário de Nossa Senhora de Białynicze (Arquidiocese de Minsk-Mohilev, leste da Bielorrússia) é um lugar de culto da imagem milagrosa de Maria com o Menino. Desde 1624 esteve a cargo dos carmelitas; a imagem foi coroada em 1761, e Białynicze era chamada a «Jasna Góra da Lituânia». A paróquia recebe intenções de Missa, e as ofertas apoiam os sacerdotes e a reconstrução do santuário. Ver santuário de Nossa Senhora de Białynicze.

Tricenario Gregoriano

Tricenario Gregoriano é a declaração da Sagrada Congregação do Concílio de 24 de fevereiro de 1967 (AAS 59 (1967), pp. 229–230), publicada por mandato de Paulo VI. Estabelece que a série de trinta Missas gregorianas interrompida por um impedimento imprevisto ou por outra causa razoável conserva os seus frutos, tendo o sacerdote a obrigação de a completar quanto antes. Ver «Tricenario Gregoriano» – texto integral.

Tríduo Pascal

O Tríduo Pascal são os três dias mais importantes do ano litúrgico: da Missa da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa à tarde, passando pela Sexta-feira Santa e pela Vigília Pascal, até às Vésperas do Domingo da Ressurreição (Normas Universais do Ano Litúrgico, n.º 19). Na Sexta-feira Santa e no Sábado Santo, durante o dia, não se celebra a Missa, por isso a interrupção das Missas gregorianas neste tempo é admitida. Ver as Missas gregorianas podem ser interrompidas?

Fontes

  • Catecismo da Igreja Católica, n.º 958, 962, 1030–1032, 1471 – vatican.va
  • Código de Direito Canónico, cân. 901, 945–958 – vatican.va
  • Congregação para o Clero, decreto Mos iugiter (1991) – vatican.va; Dicastério para o Clero, decreto de 13.04.2025 – vatican.va (PDF)
  • Declaração Tricenario Gregoriano, 24.02.1967, AAS 59 (1967), pp. 229–230 – liturgista.pl (em polaco)
  • Jesuítas, paróquia de Santo Estêvão, «Intencje mszalne» (em polaco) – szczepan.jezuici.pl

Atualizado:

A antiga igreja carmelita de Białynicze num desenho de Napoleon Orda
Napoleon Orda, Białynicze (1877), domínio público · Wikimedia Commons

O santuário de Nossa Senhora de Białynicze

Durante séculos, Białynicze, junto ao rio Druć, foi um dos mais importantes santuários marianos da antiga República das Duas Nações, conhecido como a «Częstochowa da Bielorrússia». A igreja carmelita com a imagem milagrosa de Nossa Senhora, coroada em 1761, foi destruída na época soviética.

Hoje a paróquia está a reconstruir o santuário, e cada Missa encomendada aqui apoia esta obra.

História do santuário →

Encomenda de uma Santa Missa

Deixe o seu contacto e a intenção — responderemos por e-mail com uma proposta de data.

Encomenda de uma Santa Missa

Deixe o seu contacto e a intenção — responderemos por e-mail com uma proposta de data.