Paróquia de Nossa Senhora de Białynicze gregorianka.belynichi@gmail.com

Indulgência pelos defuntos de 1 a 8 de novembro e Dia dos Fiéis Defuntos

Novembro é o mês de especial memória dos defuntos. Nos primeiros dias de novembro, a Igreja dá aos fiéis a possibilidade de lucrar a indulgência plenária a favor dos defuntos. Explicamos o que é a indulgência, quais são as condições e de que outras formas se pode ajudar os entes queridos.

Indulgência pelos defuntos de 1 a 8 de novembro e Dia dos Fiéis Defuntos
Krzysztof Popławski · CC BY 4.0 · Wikimedia Commons

O que é a indulgência

A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa (CIC 1471). A indulgência plenária remite toda a pena temporal; a parcial, parte dela. A Igreja concede-a recorrendo ao tesouro dos méritos de Cristo e dos santos. Os fiéis podem lucrar a indulgência para si ou aplicá-la aos defuntos (CIC 1479); não podem, porém, aplicá-la a outra pessoa viva.

Por trás da indulgência está a verdade sobre o Purgatório e sobre a comunhão dos santos: os defuntos que passam pela purificação já não se podem ajudar a si mesmos, mas a nossa oração e o nosso sacrifício podem ajudá-los.

Indulgência pelos defuntos de 1 a 8 de novembro

De 1 a 8 de novembro pode lucrar-se, todos os dias, uma indulgência plenária aplicável somente aos defuntos. Basta:

  • visitar um cemitério,
  • rezar aí pelos defuntos – ainda que só mentalmente.

Nos restantes dias do ano, a mesma visita ao cemitério com oração pelos defuntos permite lucrar uma indulgência parcial.

A indulgência no Dia dos Fiéis Defuntos – 2 de novembro

Na comemoração de todos os fiéis defuntos pode lucrar-se uma indulgência plenária a favor dos defuntos, visitando uma igreja ou um oratório e rezando aí o Pai-Nosso e o Credo.

Condições necessárias

Para lucrar a indulgência plenária são necessárias, além disso, as condições habituais:

  • o estado de graça e a confissão sacramental,
  • a Sagrada Comunhão,
  • a oração pelas intenções do Santo Padre (por exemplo, um Pai-Nosso e uma Avé-Maria),
  • a exclusão de todo o afeto a qualquer pecado, mesmo venial.

A indulgência plenária só pode ser lucrada uma vez por dia. Se faltar alguma das condições, a indulgência é parcial. Não se trata, portanto, de «tudo ou nada» – cada oração pelos defuntos tem valor, mesmo que não tenha sido possível cumprir todas as condições da indulgência plenária.

Como preparar-se na prática

  1. No fim de outubro ou no início de novembro, faça a sua confissão – uma só confissão basta para vários dias de indulgências.
  2. Em cada dia em que deseja lucrar a indulgência, receba a Sagrada Comunhão e reze pelas intenções do Santo Padre.
  3. No cemitério, reze pelos defuntos – por exemplo, uma dezena do terço ou várias vezes o «Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso».
  4. Indique mentalmente por quem aplica a indulgência: por uma pessoa concreta ou por todos os defuntos.

Não é preciso visitar a sepultura de um ente querido – basta visitar qualquer cemitério, também noutra cidade ou noutro país.

Indulgências parciais durante todo o ano

A ajuda aos defuntos não termina a 8 de novembro. Uma indulgência parcial aplicável aos defuntos está ligada, entre outras, à oração «Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso» e à recitação de Laudes ou Vésperas do Ofício dos Defuntos.

A indulgência e a Santa Missa por um defunto

A indulgência e a Missa são duas coisas diferentes. A indulgência é um dom que a Igreja concede sob determinadas condições. A Santa Missa torna presente o Sacrifício de Cristo, e a Igreja, desde o início, ofereceu-a também pelos defuntos (CIC 1371). Entre as formas de ajuda aos defuntos, o Catecismo menciona a esmola, as indulgências e as obras de penitência, mas sobretudo o Sacrifício eucarístico (CIC 1032). Por isso muitas famílias unem a indulgência de novembro à encomenda de uma Missa por um defunto. As Missas gregorianas não são uma indulgência – são trinta Missas celebradas dia após dia por uma pessoa falecida (mais: Missas gregorianas).

Porque é que a 2 de novembro os sacerdotes celebram três Missas

No Dia dos Fiéis Defuntos, cada sacerdote pode celebrar três Santas Missas. Este privilégio foi concedido a toda a Igreja pelo Papa Bento XV em 1915 (constituição «Incruentum Altaris»), durante a Primeira Guerra Mundial, quando morriam milhões de pessoas. Só uma destas Missas pode o sacerdote celebrar na intenção pela qual recebe uma oferta; a segunda oferece-a por todos os fiéis defuntos, e a terceira pelas intenções do Santo Padre.

Como ajudar ainda os defuntos em novembro

Fontes

Perguntas e respostas

A indulgência pode ser aplicada a uma pessoa concreta?
Sim. A indulgência pelos defuntos pode ser aplicada a uma pessoa falecida concreta ou a todos os defuntos.
É preciso confessar-se todos os dias?
Não. Uma só confissão basta para lucrar várias indulgências plenárias no período de alguns dias antes e depois dela. A Sagrada Comunhão e a oração pelas intenções do Santo Padre, pelo contrário, devem cumprir-se para cada indulgência.
Uma pessoa doente que não pode ir ao cemitério pode lucrar a indulgência?
As pessoas que, por doença ou outro impedimento grave, não podem realizar a obra prescrita podem pedir ao confessor que a comute noutra obra piedosa.
A antiga igreja carmelita de Białynicze num desenho de Napoleon Orda
Napoleon Orda, Białynicze (1877), domínio público · Wikimedia Commons

O santuário de Nossa Senhora de Białynicze

Durante séculos, Białynicze, junto ao rio Druć, foi um dos mais importantes santuários marianos da antiga República das Duas Nações, conhecido como a «Częstochowa da Bielorrússia». A igreja carmelita com a imagem milagrosa de Nossa Senhora, coroada em 1761, foi destruída na época soviética.

Hoje a paróquia está a reconstruir o santuário, e cada Missa encomendada aqui apoia esta obra.

História do santuário →

Encomenda de uma Santa Missa

Deixe o seu contacto e a intenção — responderemos por e-mail com uma proposta de data.

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